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Regularização · São Paulo

Quanto custa regularizar um imóvel em São Paulo

O custo de regularizar um imóvel em São Paulo soma quatro partes: as taxas da Prefeitura (pela Lei da Anistia, R$ 10 por metro quadrado regularizado), a contribuição previdenciária da obra na Receita Federal, os emolumentos do cartório para averbar e os honorários técnicos. Casas da regularização automática não pagam taxa, e obras com mais de 5 anos podem não pagar INSS.

Por Desecad Arquitetura e Assessoria Imobiliária · atualizado em · 7 min de leitura

Projeto 3D da Desecad de sobrado residencial de três pavimentos com garagem, tipo de imóvel comum em processos de regularização em São Paulo

O que entra no custo

Taxa de regularização (Anistia)PrefeituraR$ 10 por m² da área a regularizar nas modalidades declaratória e comum (Lei 17.202/2019, arts. 6º e 9º)Sim: modalidade automática e habitação de interesse social
Outorga onerosaPrefeituraSó sobre a área computável que passou do permitido para o lote, pela fórmula do art. 13 com fator de regularização 1,2; até 12 parcelas de no mínimo R$ 500Sim, quando não há área excedente; uso institucional não paga
ISS da obraPrefeituraNa Anistia não é lançado para edificações residenciais (art. 15). No licenciamento comum, a quitação é exigida para o Certificado de ConclusãoSim, na Anistia residencial
INSS da obraReceita FederalAferição no Sero pela área, pelo tipo de obra e pela tabela de custo da ReceitaSim: obra concluída há mais de 5 anos, com prova da data (decadência)
Averbação da construçãoCartório de Registro de ImóveisTabela estadual de emolumentos (Lei Estadual 11.331/2002), reajustada todo janeiro; o valor da construção costuma entrar no cálculoNão
Certidões e matrícula atualizadaCartórios e órgãos públicosValores tabelados por certidãoNão
Honorários técnicosEscritório responsávelLevantamento, peças técnicas com RRT ou ART, protocolo e acompanhamento até a matrículaNão

A outorga onerosa e o INSS são os itens que mais mudam o total de um imóvel para outro. Por isso o orçamento só sai depois do diagnóstico.

Por que não existe um preço fixo?

Dois imóveis do mesmo tamanho podem ter custos muito diferentes. O que decide é a área a regularizar, a modalidade em que o imóvel se enquadra, se a construção passou do limite do lote, a data em que a obra foi concluída e quanta documentação já existe.

Uma casa que só ampliou a cozinha, concluída antes de 2014 e com IPTU que já lança a área, costuma ter custo baixo. Um sobrado que cresceu além do coeficiente do lote paga outorga onerosa e, se a obra for recente, INSS.

Quanto custa pela Lei da Anistia?

Para construções concluídas até 31/07/2014, com protocolo até 30/11/2026, a taxa é de R$ 10 por metro quadrado da área a regularizar, nas modalidades declaratória e comum. Na modalidade automática não há taxa nenhuma, e a habitação de interesse social é isenta.

Exemplo de conta, só da taxa: 60 m² de ampliação a regularizar na modalidade declaratória dão 60 × R$ 10 = R$ 600. Se essa ampliação levou a área computável acima do permitido para o lote, soma-se a outorga onerosa sobre o excedente, que pode ser parcelada em até 12 vezes.

Exemplos por metragem: 60, 125 e 250 m²

A taxa da Anistia é a única parte com valor fixo por metro quadrado, então dá para calcular de antemão. Os exemplos abaixo mostram só essa taxa, nas modalidades declaratória e comum, para a área que falta regularizar:

  • 60 m² a regularizar (uma ampliação): 60 × R$ 10 = R$ 600.
  • 125 m² a regularizar (uma casa térrea inteira): 125 × R$ 10 = R$ 1.250.
  • 250 m² a regularizar (um sobrado inteiro): 250 × R$ 10 = R$ 2.500.
  • Na modalidade automática, a taxa é zero em qualquer metragem.
  • Sobre esses valores podem somar-se a outorga onerosa (só se a área passou do limite do lote), o INSS da obra (zero se a obra tem mais de 5 anos e há prova da data), os emolumentos do cartório e os honorários técnicos.

Na Prefeitura e no cartório: onde se paga o quê

Na Prefeitura entram a taxa de regularização, a outorga onerosa quando há área excedente e, fora da Anistia, o ISS da obra. É o que dá direito ao Certificado de Regularização ou ao Certificado de Conclusão.

Na Receita Federal entra a contribuição previdenciária da obra, apurada no Sero, que gera a CND. No Cartório de Registro de Imóveis entram os emolumentos da averbação, pela tabela estadual. Só depois dessa última etapa a construção aparece na matrícula.

Quanto tempo leva para regularizar

O prazo total depende mais da Prefeitura e da documentação do que do tamanho do imóvel. A sequência é sempre a mesma:

  • Diagnóstico e levantamento do imóvel: alguns dias, com a matrícula, o IPTU e a visita técnica.
  • Pedido na Prefeitura: o prazo de análise varia com a modalidade e com as exigências, e não há como prometer uma data. Pedido completo desde o início evita idas e vindas.
  • Receita Federal: cadastro no CNO e aferição no Sero são online; a CND sai depois da aferição e do pagamento, quando houver.
  • Cartório: até 10 dias depois do protocolo para registrar a averbação ou emitir exigências (art. 188 da Lei 6.015/1973).

A obra antiga paga INSS para regularizar?

Pode não pagar. A Receita Federal tem 5 anos para cobrar a contribuição previdenciária de uma obra (art. 173 do Código Tributário Nacional). Com prova de que a construção foi concluída há mais de 5 anos, como IPTU que já lançava a área ou escritura da época, a aferição considera a decadência, total ou parcial.

O erro comum é declarar a obra como se fosse recente. Aí a pessoa paga uma contribuição que já não era devida.

Quanto custa a averbação no cartório?

Os emolumentos seguem a tabela do Estado de São Paulo, definida pela Lei Estadual 11.331/2002 e reajustada todo início de ano. Na averbação de construção, o valor da edificação costuma entrar no cálculo, então imóveis maiores pagam mais.

O cartório da circunscrição do imóvel informa o valor exato antes do protocolo. No nosso orçamento, esse custo já aparece estimado para não ter surpresa no fim.

O que encarece o processo

Os fatores que mais aumentam o custo e o prazo são:

  • Área construída acima do coeficiente permitido para o lote (gera outorga onerosa).
  • Parte da construção que a lei não admite regularizar e precisa ser adequada.
  • Obra recente, sem decadência do INSS.
  • Documentação incompleta: matrícula desatualizada, imóvel sem escritura, planta antiga divergente.
  • Pedidos protocolados incompletos, que voltam com exigências da Prefeitura e atrasam meses.

Como pedir um orçamento que não muda no meio

Mande a matrícula atualizada, o carnê do IPTU e fotos do imóvel. Com isso fazemos o diagnóstico: modalidade, área a regularizar, risco de outorga, chance de decadência do INSS e o que falta de documento.

O orçamento sai para o processo inteiro, da Prefeitura até a averbação na matrícula. O que foi combinado é o que você paga.

Perguntas frequentes

Regularizar imóvel pela Anistia é caro?

A taxa da Prefeitura é de R$ 10 por metro quadrado regularizado nas modalidades declaratória e comum, e zero na automática. O que pode pesar é a outorga onerosa, cobrada só quando a construção passou do limite do lote, e o INSS de obras recentes.

Quanto custa regularizar uma casa de 125 m²?

Pela Lei da Anistia, a taxa da Prefeitura para regularizar 125 m² é de R$ 1.250 nas modalidades declaratória e comum, e zero na automática. O total soma ainda o cartório, os honorários e, conforme o caso, a outorga onerosa e o INSS da obra.

Posso parcelar os valores da Prefeitura?

A outorga onerosa da regularização pode ser parcelada em até 12 parcelas mensais fixas, com valor mínimo de R$ 500 por parcela (art. 13, § 2º, da Lei 17.202/2019).

Quem tem casa regularizada automaticamente paga alguma coisa?

Pela Lei 17.202/2019, na modalidade automática não é cobrada taxa nem preço público, e as multas sobre essas edificações foram canceladas. Para a área aparecer na matrícula, ainda é preciso averbar no cartório.

Regularizar aumenta o IPTU?

O IPTU é calculado sobre a área construída cadastrada. Se a área real for maior que a cadastrada, a atualização tende a aumentar o imposto daqui para frente. Avaliamos esse efeito no diagnóstico.

O orçamento inclui o cartório?

No nosso orçamento entram todas as etapas até a matrícula atualizada, com as taxas e emolumentos estimados separados dos honorários, para você ver o que vai para cada órgão.

Mande a matrícula e o IPTU. A gente diz o caminho e o custo antes de começar.

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Base legal

  • Lei Municipal 17.202/2019: arts. 5º (automática), 6º e 9º (taxa de R$ 10/m²), 13 (outorga onerosa e parcelamento), 15 (ISS) e 24 (isenção para HIS)
  • Decreto Municipal 65.481/2026 (prazo de protocolo até 30/11/2026)
  • Código Tributário Nacional, art. 173 (decadência de 5 anos)
  • Lei Estadual 11.331/2002 (emolumentos dos cartórios de São Paulo)
  • Lei Federal 6.015/1973, art. 167, II, 4 (averbação de construção)

Fontes

Conteúdo informativo, atualizado em 20 de outubro de 2026. Cada caso é analisado individualmente.